Dependência de fundos competitivos
Competitive vs core funding ratio
Rácio entre financiamento via projetos competitivos (FCT projetos, Horizonte Europa, PRR) e o financiamento base plurianual atribuído a unidades de I&D, CoLABs, CTIs e laboratórios do Estado. Mede a estabilidade orçamental do sistema.
Em Portugal os centros de I&D recebem 3,5 euros em projetos competitivos por cada euro de financiamento base — um dos rácios mais elevados da OCDE. Significa que a maior parte do orçamento depende de candidaturas anuais ou bienais, com taxas de aprovação entre 10-20%. O sistema vive em modo de captação permanente, com custo enorme em horas de submissão e impossibilidade de planear contratações de longo prazo.
Um rácio próximo de 1 (Alemanha, países nórdicos) significa que os centros têm orçamento base suficiente para a operação corrente e usam fundos competitivos para projetos específicos. Acima de 2 começa a haver dependência estrutural; acima de 3 o financiamento base perde função estabilizadora. PT subiu de 2,1 (2019) para 3,5 (2023), em parte por causa do PRR — choque positivo no curto prazo, mas que agrava a volatilidade pós-2026.
Rácio sensível à definição de 'base'. Se incluirmos os contratos-programa dos Lab. Estado o valor baixa para ~2,8. Comparação com DE é indicativa — sistemas Helmholtz/Max Planck têm modelo institucional diferente.
Série temporal · Portugal vs pares
rácio (1 = igualdade; >1 = mais competitivo que base)Snapshot curado a partir das fontes oficiais indicadas. Atualizado semestralmente; não há API ao vivo equivalente.