Precariedade: bolseiros e contratos a prazo
Precarious research positions (fellowships + fixed-term)
Percentagem de investigadores em Portugal com vínculos não permanentes — bolsas FCT (BI/BD/BPD), contratos de investigação a prazo ao abrigo do DL 57/2016, e equivalentes — sobre o total de investigadores no setor Ensino Superior e Estado.
A precariedade é o tema mais persistente do sistema científico português desde a reforma de 2007. Mais de 60% dos investigadores trabalha com vínculos temporários — bolsas que não contam para a Segurança Social no caso das BI/BD, contratos de 6 anos não renováveis ao abrigo do DL 57. Tem efeitos diretos na natalidade, no acesso ao crédito e na capacidade de planear projetos científicos de longa duração.
A linha mantém-se estável entre 58-63% há uma década, apesar de programas como CEEC e regularizações pontuais. Cada concurso CEEC cria efetivos novos, mas o stock de bolseiros recicla-se. Comparação com pares UE é difícil — Espanha e Itália têm problemas semelhantes mas com nomenclaturas diferentes (Ramón y Cajal, RTDA/RTDB).
Construção fora dos canais oficiais. Combina pessoas com situações muito diferentes (estudantes de doutoramento, pós-docs, investigadores seniores em CEEC). Não inclui o setor empresarial.
Série temporal · Portugal vs pares
% do total de investigadoresSnapshot curado a partir das fontes oficiais indicadas. Atualizado semestralmente; não há API ao vivo equivalente.