Despesa I&D por investigador ETI
R&D expenditure per researcher (FTE)
Razão entre a despesa interna bruta em I&D (GERD) e o número de investigadores em equivalente a tempo integral. Proxy do envelope de recursos disponíveis por cabeça — inclui salário, equipamento, consumíveis e overhead institucional.
Portugal tem aumentado o número de investigadores mais depressa do que o orçamento de I&D, o que comprime os recursos por cabeça. Um investigador português dispõe de cerca de 85 mil euros/ano para tudo (salário, equipamento, projetos, missões) — menos de metade da média UE-27 e cerca de um terço do que tem um colega alemão. É um dos indicadores mais reveladores da subcapitalização crónica do sistema.
Não é salário direto: inclui equipamento, consumíveis e overhead. Mas como o salário é tipicamente 50-65% do total, um valor baixo implica salários e/ou condições materiais abaixo dos pares. A tendência horizontal de PT (≈75-85 k€) contrasta com a subida sustentada da UE-27 — a brecha está a alargar.
Comparações entre países não ajustam por paridade de poder de compra (PPP). Em PPP a brecha estreita ligeiramente, mas mantém-se substancial. Não distingue investigadores em início de carreira de seniores.
Série temporal · Portugal vs pares
milhares de euros por investigador (ETI)Snapshot curado a partir das fontes oficiais indicadas. Atualizado semestralmente; não há API ao vivo equivalente.